Gotas » As "boas" novas do desmatamento na Amazônia
Em reportagem publicada no blog “EcoDebate”, são publicados alguns dados referentes ao desmatamento da Amazônia. No mês de setembro de 2009, chegamos a marca de 400 km² de áreas desflorestadas. Os dados são colhidos pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Com relação a setembro de 2008, quando a área desmatada atingiu a taxa de 587 km², o desmatamento diminuiu cerca de 31,8%. À primeira vista e para um leitor que se concentre nos dados percentuais, demos um passo importante no que diz respeito a diminuição do desmatamento das florestas na Amazônia. Mas será que esse passo é grande o suficiente? Às vésperas da realização da COP – 15, na Dinamarca, onde uma das mais importantes discussões gira em torno da redução do desmatamento, será mesmo que esses números são passíveis de comemoração? A área desmatada no mês de setembro corresponde nada mais nada menos do que duas vezes o município de Suzano! Se por um lado, é valido que usemos os números para entender como estamos progredindo a respeito das questões ambientais, por outro não devemos deixar que os mesmos nos ceguem ao ponto de acreditarmos que o cenário apresentado é bom o bastante para relaxarmos. Não. O que temos com relação ao desmatamento da Amazônia ainda é catastrófico e inadmissível. Os interesses dos grandes produtores de soja e de gado, aliados ao poder político da bancada ruralista, ao dinheiro do setor financeiro, e à influência da mídia, contribuem para uma manutenção de um status quo desmatador que aceita passivelmente esse tipo de crime ambiental. |
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