Gotas » Código Florestal: Mais da Política Ambiental Brasileira

 
Enviada por: Rafael Martins
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Por Natália Almeida Souza

Enquanto governantes locais do Alto Tietê discutem suas extraordinárias propostas para as questões ambientais da região e o governo federal se organiza para "cumprir" seu programa de redução de emissões, o Coletivo de Entidades Ambientalistas do Estado de São Paulo lançou no último dia 08 de fevereiro, um manifesto repudiando e se posicionando contrários às alterações propostas pela bancada ruralista do Congresso Nacional em diversos Projetos de Lei em discussão, que atacam e descaracterizam o Código Florestal, especialmente no que tange as Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal.

Segundo o manifesto as decisões de alteração, ameaçam  a Política Nacional do Meio Ambiente e corroem os alicerces fundamentais da legislação ambiental brasileira, promovendo notório retrocesso social e ambiental, com evidentes prejuízos ao meio ambiente, desguarnecendo a sua proteção, e afrontando o artigo 225 da Constituição Federal.

O manifesto requerer a imediata abertura de um debate nacional, segundo o manifesto “com ampla participação da comunidade científica e de toda a sociedade, no sentido de discutir e reestruturar a Política Agrícola do Brasil, rever seus padrões atuais e caminhar em direção a sustentabilidade ambiental e social, garantindo neste cenário a devida promoção da Reforma Agrária, há muito prometida pelo Governo, pois não é deste debate fútil e com intuito de lucro fácil a ser perpetrado com degradação ambiental que surgirão as soluções para os erros históricos da agricultura brasileira”.
Afirmam também, que os “argumentos distorcidos defendidos pela bancada ruralista representam uma grande ameaça e um duro golpe para o meio ambiente, caracterizando de forma vulgar uma fútil moeda de troca em cenário eleitoral, cujas motivações são o reflexo da falta de discussão e revisão da Política Agrícola Nacional e da Reforma Agrária, o que não pode e não será solucionado, à custa de retrocessos nas conquistas sociais ou à custa da degradação ambiental e descaracterização o da legislação ambiental brasileira”.

Imagine então, como está o debate para os lados de Suzano?

Redução da área de Preservação Permanente é pauta defendida pelos governantes da região. Como se não bastasse a falta de responsabilidade com que tratam os desafios socioambientais da região, ainda "metem os pés pelas mãos" o tempo todo brincando de fazer agenda ambiental para sair na foto.


 
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