Gotas » Cultura como ponto de exportação
Por Anny Medeiros O programa Cultura Viva visa reverter a lógica de apoio governamental dado às entidades culturais do terceiro setor, e surge como um novo paradigma para a política cultural brasileira, e recentemente vem tomando espaço no cenário mundial. Ao financiar ações culturais para organizações não-governamentais, através da criação de Pontos de Cultura, o programa amplia e democratiza a produção e o acesso à cultura local - e todas as suas vertentes - valorizando assim as manifestações culturais, tão ricas para o país, mas geralmente ignoradas pelo setor público. O programa busca ainda formar uma rede entre os pontos, para que assim seja possível trocar informações, saberes, métodos, e assim enriquecer ainda mais esse “caldo cultural”. Após 3 anos de existência nacional, seu sucesso enquanto descentralizador e multiplicador de ações culturais é largamente reconhecido, ficando como entraves, em sua maioria, problemas mais específicos, como documentação e demais dúvidas “burocráticas”. Tamanho é este sucesso que outros países já buscam repetir o modelo, tornando o programa Cultura Viva uma política de exportação. A Itália foi o primeiro país a adotar o modelo, promovendo oficinas de arte e cultura digital destinadas ao público jovem de áreas de vulnerabilidade social. O foco dessa exportação, entretanto, é o Mercosul. Argentina, Uruguai e Paraguai já anunciaram e firmaram acordos para a implementação da política, através da Rede Latinoamericana de Arte para a Transformação Social. Desde a formação desta rede, as organizações não-governamentais latinoamericanas já se mobilizam, e a cada dia surgem ações que refrçam a implementação do programa. |
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