Gotas » Déficit Metodológico nos encontros do Protocolo
Após as realizações dos três primeiros encontros do Protocolo da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê - Cabeceiras, em Biritiba Mirim, Mogi das Cruzes e Suzano, uma questão se destaca negativamente na organização do evento: a metodologia. Infelizmente o processo não é conduzido de forma a proporcionar a efetiva participação dos envolvidos. A coordenação não demonstra habilidade em termos de estruturação metodológica para a condução de dinâmicas verdadeiramente democráticas e participativas. O despreparo foi visível no primeiro encontro em Biritiba Mirim, quando não houve espaço para a interação do público presente, ficando o evento restrito a uma apresentação de metas que de participativas não têm absolutamente nada. Já em Mogi das Cruzes, após pressões de organizações da sociedade civil (dentre elas o CEPPS) por espaços reais de envolvimento, a coordenação se esforçou para organizar dinâmicas em grupo, mas que também mais se valiam da arte do improviso do que de uma proposta metodológica consistente para a construção coletiva. Hoje em Suzano, a coisa não fugiu à regra. Mesmo com o já cansado e tradicional discurso salientando a importância da contribuição da sociedade civil para o processo, na prática as dinâmicas passaram longe de conseguir agregar adequadamente as reais demandas de todos, polarizando o debate na figura e no raciocínio de poucos. Dessa forma, sabendo da importância que esse protocolo terá para a região do Alto Tietê, esperamos que a coordenação dos eventos atente à importância que o tratamento metodológico tem quando o objetivo é a construção coletiva de um documento tão importante como esse. |
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