Gotas » Escola Ambiental

 
Enviada por: Eduardo de Lima Caldas
Etiquetas: educação; prefeitura; ambiental; escola; niteroi;

A Prefeitura de Niterói, no Estado do Rio, inaugurou no início de do mês de junho (junho de 2008) a Escola Municipal de Meio Ambiente. No lugar das matérias tradicionais, cursos que ensinam como construir aquecedor solar com garrafa PET e caixa de leite e como transformar óleo em sabão, ou ainda percussão ecológica (fabricação de instrumentos musicais com sucata) ou fabricação de sabão.

As primeiras turmas, todas formadas por adultos, atraíram 350 alunos. Cursos como o de construção de aquecedor solar e o de arquitetura ambiental têm público bem diversificado, desde o estudante de engenharia e arquitetura, ao pedreiro, passando pelo morador de favela que está construindo sua casa.

As primeiras aulas começaram a ser ministradas no Parque das Águas, no centro. Mas os cursos podem ser itinerantes. Moradores de favelas, alunos e professores podem se organizar e solicitar que o curso seja dado perto de casa.

O material usado nas aulas é o lixo, o espaço físico pode ser a sala de escola convencional e a produção pode ser vendida.

Ecopolítica

Um dos cursos propostos é de “ecopolítica”, que ensina noções de cidadania ecológica. Os alunos deste curso ganharão coletes com a inscrição “guarda ambiental voluntário”. A idéia é que eles dêem palestras nas comunidades em que vivem.

Disseminação

Acredito que a iniciativa de Niterói é facilmente replicada possibilitando a criação de uma “rede de disciplinas e projetos”. Imagine que a Escola seja adotada em 10 municípios, cada qual com uma grade de disciplinas, projetos e iniciativas diferentes. Ao se integrarem, pelo menos virtualmente, permitirão que outros municípios iniciem novos cursos a partir de uma quantidade invejável de disciplinas e projetos.

Além da rede de municípios, é possível vislumbrar uma rede de educadores ambientais e de militantes que consigam perceber a ação política e social a partir da integração do homem com o ambiente transformado ou natural. De tal modo, a rede, inicialmente quase ingênua e extremamente útil, torna-se uma rede política que permite repensar a ação do indivíduo, das empresas, dos partidos, das escolas, dos movimentos sociais, a partir da incorporação da variável ambiental, superando as dicotomias entre capital e trabalho, entre individualismo e coletivismo, dentre tantas outras dicotomias que marcaram a segunda metade do século XX.

Fonte: O Estado de São Paulo.
 
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