Gotas » Iniciativas que conduzem à eficiência

 
Enviada por: Eduardo de Lima Caldas
Etiquetas: energia; renovavel; alternativa; incentivo; oferta;

No Brasil, em 2007, a participação de energias renováveis na oferta de energia era significativa, com 46,4% de oferta, segundo o Balanço Energético Nacional. Entretanto, a perspectiva futura é de apenas 43,3% em 2030. No país, as principais energias renováveis são biomassa, pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), eólica e fotovoltaica, mas apenas as pequenas centrais hidrelétricas e a biomassa aparecem como economicamente viáveis.

Um estudo recente da WWF prevê para 2020 o seguinte potencial para geração de eletricidade: PCHs: 30.000 GWh, 9,14%; Eólica: 30.000 GWh, 9,14%; Biomassa: 50.000 GWh, 15,2%; Fotovoltaica: 2.500 GWh, 0,8%, quando comparadas com 328.000 GWh de hidreletricidade.

Dentro do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), instituído pela ei nº 10.438, de 26 de abril de 2002, as energias renováveis (biomassa, eólica e hidrelétrica) são conhecidas como Fontes Alternativas de Energia (FAE).

As energias renováveis apresentam vantagens significativas em termos ambientais (redução de emissão de poluentes), sociais (com maior geração de empregos, principalmente na zona rural, no caso da biomassa), tecnológicos (complementação da hidreletricidade no período seco) e estratégicos (garantia na segurança de suprimento).

Entretanto, as energias renováveis ainda enfrentam barreiras significativas, tais como:

- Falta de escala: renováveis aplicadas atualmente em nichos específicos;
- Algumas renováveis têm custos elevados (fotovoltaica, por exemplo): há necessidade de considerar benefícios na análise de custos;
- Economias e envergadura da indústria energética convencional: atualmente os financiamentos são para fontes tradicionais;
- Falta de disponibilidade tecnológica e de recursos;
- Densidade energética reduzida para algumas fontes (necessidade de grandes áreas para geração de energia).

Para minimizar essas barreiras e implementar uma maior participação de energias renováveis na matriz energética brasileira, as seguintes políticas foram propostas:

- Maior foco na inovação;
- Melhorar capacitação para políticas adequadas;
- Tarifas adequadas, considerando aspectos de sustentabilidade;
- Maiores investimentos em pesquisa e desenvolvimento para renováveis;
- Incluir benefícios na análise econômica: internalização das externalidades;
- Rever o Proinfa I, reavaliando as barreiras e entraves, implantar o Proinfa I – fase dois e introduzir o Proinfa nas áreas remotas;
- Políticas de eficiência energética em conjunto com energias renováveis;
- Planejamento com foco nos usos finais;
- Planejamento integrado;
- Introdução de políticas mandatórias para eficiência energética e energias renováveis.

Fonte: Jornal da USP. Ano XXIII. N°838. Trechos do artigo de Suani Teixeira Coelho.
 
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