Gotas » Lixo de Cozinha é Comida de Minhoca
Trata-se de um sistema fechado feito com três caixas plásticas empilhadas. Na caixa do meio, uma colônia de minhocas de duas espécies – vermelha da Califórnia e Gigante Africana – divertem-se alimentando-se das sobras de alimentos e convertendo-os em húmus e biofertilizante líquido. Na caixa de cima deposita-se o lixo orgânico. As minhocas circulam entre as duas caixas através de furos feitos no fundo das caixas. A caixa de baixo tem uma torneira por meio da qual é retirado o líquido (chorume) com pH neutro usado como biofertilizante. Hoje há mercados especializados em resíduos secos: alumínio, garrafas PET, lâmpadas, óleo de cozinha, papel e papelão, pilhas e baterias, dentre outros. No entanto, ainda não há um mercado especializado no lixo orgânico, muito embora os insumos para pequenos jardins estejam cada vez mais disseminados e o quilo do húmus seja cobrado. A Lixeira Viva pode, portanto, ao mesmo tempo, reduzir o volume de resíduo a ser entregue na coleta tradicional e servir de adubo para um eventual jardim de casa ou apartamento. No minhocário não há fermentação e portanto não há risco de mal cheiro. Não há fermentação porque a relação entre o nitrogênio (lixo molhado) e o carbono (matéria orgânica seca) é balanceada na proporção de um para dois, respectivamente. Com muito nitrogênio o lixo fica úmido (entra em estágio anaeróbio) e aí fermenta. O carbono serve para arejar a mistura (auxilia na criação de canais de ar). Fonte: Folha de São Paulo (04/09/2008) |
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