Gotas » "Lixo" nosso de cada dia

 
Enviada por: Rafael Martins
Etiquetas: saneamento; residuos;

Por Natália Almeida Souza

Desde a Idade Média, quando os dejetos eram lançados das janelas nas vias públicas em determinadas horas do dia, avanços nas tecnologias e métodos adotados para a limpeza urbana ocorreram, mais especificamente para a manutenção do saneamento ambiental das cidades. Mesmo assim, ainda assistimos a imensos descasos no gerenciamento dos sistemas de saneamento ambiental nas cidades brasileiras, sejam elas pequenas ou grandes. No Brasil as primeiras companhias de saneamento foram criadas na década de 70, período onde o agravamento da qualidade ambiental especialmente dos corpos hídricos apontou grandes desafios para a saúde pública no mundo. Neste processo de monitoramente, dados alarmantes apontaram que 80% das doenças têm sua transmissão relacionada à poluição das águas, ao passo que o número de pessoas que não tem acesso a água potável se amplia.
Dados do IBGE de 2000 apontam que mais de 60% dos resíduos coletados no país tem destinação correta, e que 40% das residências não têm coleta de esgoto, dados que mostram a carência existe no tratamento desses problemas. Atrelado a grandiosidade do problema, verificamos que infelizmente sofremos de uma cruel coincidência: as grandes empresas de saneamento e os gestores públicos responsáveis pela coleta e tratamento de resíduos e esgoto, bem como as de tratamento e abastecimento de água pouco se preocupam com a saúde da população. Os contratos volumosos só varem a sujeira para baixo do tapete. 
De outro lado, temos a população que pouco se lembra dos resíduos que deixa nas vias. Onde estão às alternativas em pequena escala? De fato, como diz o Coletivo Ecologia Urbana (ecourbana.wordpress.com) “temos que sair de uma perspectiva ecológica na terceira pessoa em direção a uma na primeira pessoa do plural”.
 
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