Gotas » Morte aos Arquitetos?
Mas Danny Lyon, fotógrafo, e autor de diversos livros, dentre os quais, “A Destruição do Baixo Manhattan” e “Quadra a Quadra: Jane Jacobs e o Futuro de Nova Iorque” publicou em 09 de setembro de 2007, no The New York Times, o texto que segue sob o título “Morte aos Arquitetos”. O texto propõe uma reflexão sobre a construção das cidades. Segundo o autor, pediram-lhe para ajudar a desenhar uma cidade. Ele ficou orgulhoso. “No passado, este era um trabalho para imperadores e reis”, mas hoje as coisas são um pouco mais complicadas. Ele recomendou o seguinte: 1. Primeiro a gente mata os arquitetos; 2. Daí, queima os shoppings. (Seguindo o exemplo de Alexandre, a gente mantém as livrarias e os cinemas, como ele preservou a casa e a biblioteca de Píndaro, quando queimou Tebas); 3. Redução de impostos e incentivos fiscais para todas as pequenas empresas que quiserem construir sobre as cinzas ou se instalar no centro; 4. O uso de bicicletas é estimulado; 5. Apenas veículos movidos a eletricidade são permitidos. (Muitas cidades na China já baniram as motocicletas. Apenas as elétricas são permitidas); 6. Deixe a escavação do World Trade Center exatamente como está e use o espaço como um tanque de água doce, cultivado com lírios aquáticos rosa, brancos e amarelos. Encha-o com vários tipos de peixes (bass, sunnies, fat-head minnows) e tartarugas. Pesca permitida só para crianças até 12 anos. (A água doce pode ser bombeada do subsolo, do pântano do Beckman [Beckman’s Swamp], que está enterrado sob as ruas a leste). Uma pequena estátua do Voltaire deverá ser instalada ali, também; 7. Dez por cento de toda a área da cidade deve ser de campo aberto, onde você pode “tocar a terra”. Se isto não for espaço suficiente, podemos demolir os bancos e transformá-los em campos de flores e grama nativos. Um quarto do espaço livre será usado para cultivar verduras; 8. Mascotes são permitidos em todos os edifícios; 9. Polícia do celular, com galões bordados com as palavras “Polícia do Celular”; 10. Incentivos fiscais e prêmios em dinheiro de até US$ 10 mil, para cada pessoa trazida do Outro Lado. Qualquer cidadão que tenha um amigo que seja criminoso, prostituta ou viciado/traficante de drogas e consiga, pela amizade, exemplo, emprego ou estímulo, transformar tal pessoa em um cidadão útil e não predador, receberá o prêmio. Não há limite para o número de pessoas que você pode trazer do Outro Lado, nem para a soma que você poderá ganhar nesse programa social beneficente. Boa sorte. Fonte: Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação de Santa Catarina |
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