Gotas » No Japão é fácil reciclar?
Na cidade de Yokohama, por exemplo, há dez tipos. Para livrar-se de uma garrafa PET é preciso lavar o interior, amassá-la e colocá-la em um saco plástico semitransparente, antes de deixá-la para a coleta. Rótulo e tampinha são separados em um segundo saco (somente para peças plásticas pequenas). Livrar-se de uma prateleira é muito pior. Se ela for de madeira e medir menos de 50 centímetros, entra na categoria de incineráveis. Se for maior, deve-se pedir à prefeitura que venha retirá-la. Se o lado mais comprido tiver até um metro, a taxa será de aproximadamente R$ 16. Se for maior, a taxa passa para R$ 24. Segundo um relatório divulgado pelo Ministério do Meio-Ambiente do Japão, em 2005, cerca de 80% das 53 milhões de toneladas de lixo doméstico geradas foram incineradas. Para os preguiçosos, a saída: pagar! Quem mora em prédio onde a maioria dos moradores decidiu não separar o lixo pode pagar cerca de R$ 32 por mês para uma empresa fazer a separação. O investimento do Japão em tratamento de lixo se justifica pela aspiração de liderar o mundo na criação de uma aldeia global sustentável. Na última década, o país reiterou esforços e fez uma reforma política nas áreas de tratamento de lixo e reciclagem e criou não somente esse projeto global, mas uma filosofia chamada de 3Rs (reduzir, reutilizar e reciclar). Fonte: Folha Online, 04/03/2008. |
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