Gotas » O caso dos garrafões de plástico

 
Enviada por: Rafael Martins
Etiquetas: nacional; garrafao; plastico; jornal;

Por Andréia Cristina

Segundo notícia veiculada no Jornal Nacional (Rede Globo) e no Diário de São Paulo, a partir desta quarta–feira (23/09/09), aqueles que compram água mineral em garrafões retornáveis de 10 ou 20 litros só o farão se seu garrafão estiver dentro da data de validade.

A medida significa um avanço em termos de saúde pública, pois após um determinado período as embalagens plásticas começam a liberar toxinas prejudiciais à saúde, e até a semana passada alguns garrafões retornáveis estavam circulando livremente pelos postos de venda sem prazo de validade, ou até com o prazo determinado mais vencido a muito tempo.

Como nem tudo são flores, pergunta-se: de quem é o custo pelo garrafão vencido? De acordo com a notícia publicada no diário de São Paulo o consumidor não ficará com o prejuízo. O consumidor poderá facilmente trocar seu galão, por outro novo dentro do prazo de validade nos postos de venda. A mesma reportagem demonstra a preocupação de uma consumidora que acredita que ficará com o prejuízo. Eu mesmo estou acompanhando que este parece ser o caso, no bairro onde eu moro, minha família já está arrumando brigas em ligações com a empresa Lindoya e com distribuidores do bairro que não querem ficar com o prejuízo.

Tanto a emissora de TV quanto o jornal apresenta a questão a partir da saúde pública e do custo seja do consumidor seja da empresa. Onde fica a dimensão ambiental? Publicações do Departamento Nacional de Produção Mineral não prevêem a responsabilidade da empresa diante do descarte inadequado destes galões. Os aterros sanitários estão exauridos e a área para a instalação de novos aterros é cada vez mais escassa. Soma-se a isso, o longo tempo de decomposição do plástico.

De um lado, as empresas esquecem-se de sua responsabilidade com o ciclo de vida dos seus produtos, de outro a mídia não pauta assuntos ambientais, exceto questões diretamente relacionadas à água e às mudanças climáticas. O caso dos garrafões de plástico representa um passo à frente na defesa da saúde do consumidor e um passo atrás na proteção do meio ambiente.

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