Gotas » São Paulo faz enquete on-line sobre bem-estar
Participe da pesquisa de preparação dos Indicadores de Referência de bem-estar do Município opinando sobre quais fatores são mais importantes para a qualidade de vida na cidade de São Paulo clicando aqui. fonte: Programa das Nações Unidas Para o Desenvolvimento Até 30 de setembro, o Movimento Nossa São Paulofaz uma consulta pública sobre os fatores mais importantes para o
bem-estar e a qualidade de vida na cidade de São Paulo. A iniciativa da
organização, que agrega 601 empresas e entidades civil – o PNUD é um
dos participantes – deve elencar as prioridades dos habitantes do
município e usar essas informações para formular, em parceria com o
IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística), uma pesquisa de
rua que embasará a construção dos IRBEM (Indicadores de Referência do
Bem-estar do Município), que serão apresentados no aniversário de São
Paulo em 2010. Todos os cidadãos paulistanos podem participar da
enquete respondendo o questionário no site da ação. Cobrar ações dos governos só é possível quando se tem parâmetros, comenta George Winnik, integrante do colegiado do Movimento Nossa São Paulo. Para ele, o PIB (Produto Interno Bruto) não pode ser o único parâmetro do desenvolvimento do país e, por isso, os indicadores de bem-estar devem existir. “A cidade tem que viver em função do bem-estar das pessoas, e, quando definirmos os indicadores para isso, eles poderão servir de parâmetro para o poder público e para as empresas fazerem investimentos. Os dados podem ajudar no direcionamento das políticas da cidade”, explica Winnik. Desde que o Nossa São Paulo foi fundado, a movimento trabalha divulgando dados e estabelecendo metas para a cidade, conta Winnik. Um dos resultados obtidos até agora é a publicação “Metas para São Paulo, 2009-2012”, que traz estatísticas sobre as regiões das 31 subprefeituras da cidade, recolhidas de fontes como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Fundação Getúlio Vargas e a própria prefeitura. O documento mostra, por exemplo, que o número de leitos hospitalares para cada mil habitantes varia de 24,29 na Sé e 14,73 em Pinheiros (regiões centrais da cidade) para zero em Parelheiros e Perus (na periferia). A meta apresentada pela publicação é que, até 2012, haja um mínimo de 2,5 leitos para cada mil habitantes em cada subprefeitura. “Nossa pesquisa revelou questões simples, mas que estavam submersas. Por exemplo, a distribuição do orçamento da cidade é desigual. O morador de Pinheiros recebe mais que o de Parelheiros, que precisa mais. E não é disputa política são dados concretos”, afirma Winnik, referindo-se às informações de que o orçamento per capita de cada subprefeitura pode variar entre R$ 238,96, na Sé, a R $60, na Capela do Socorro (em Parelheiros é de R$ 136,81 e em Pinheiros, R$ 170,8). Uma das conquistas do Movimento, ressalta Winnik, foi a aprovação da emenda 30 à Lei orgânica do município– que obriga os prefeitos da cidade a elaborarem um plano de metas para São Paulo em até 90 dias após a tomada de posse do cargo. Após trabalhar com dados já existentes, chegou a hora de ver se os investimentos em políticas públicas e as metas vão ao encontro do que as pessoas julgam prioritário para o bem-estar, diz Winnik explicando a necessidade de elaboração do IRBEM. Quando a consulta pública sobre as prioridades para a qualidade de vida terminar, em setembro, os resultados serão organizados pelo IBGE, que elaborará uma pesquisa de opinião baseada em parâmetros científicos de amostragem (com quantidade adequada de entrevistados por perfil de entrevistado). Essa pesquisa será aplicada em novembro de 2009 e seus resultados serão sistematizados para compor o IRBEM que, finalmente, será apresentado em janeiro de 2010, no dia 25 de Janeiro (quando a cidade de São Paulo completa 456 anos). Além da pesquisa eletrônica, representantes do Nossa São Paulo levaram questionários impressos para alguns bairros, sedes de entidades e outros locais. O Movimento também estimula empresas e outras organizações a distribuírem as questões para seus funcionários e colaboradores. O questionário para impressão está disponível no site do Nossa São Paulo. Para esclarecimento de dúvidas, a página disponibiliza uma canal de contato. Segundo Winnik, todos os interessados podem responder às perguntas, mas as respostas dos habitantes de São Paulo terão peso maior porque o foco da pesquisa é a cidade. Questionário São 26 questões sobre 24 temas variados – como “valores pessoais e sociais”, “meio ambiente” e “transparência na administração pública” – que apresentam diversas opções para a pessoa selecionar as que julga prioritárias. O que as responde pode também acrescentar novas sugestões. “Nós queremos que a própria pesquisa comece a estimular que a pessoa comece a repensar a própria vida. Que existem outras alternativas que não só essas apresentadas”, conclui George. O tempo médio para preencher todas as questões é de 25 minutos. Texto publicado em 10 de agosto de 2009 (http://www.pnud.org.br/cidadania/reportagens/index.php?id01=3266&lay=cid). |
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