Gotas » Transporte Público e Coletivo ou Privado e Individual?
E qual o problema? Ou pagam os usuários dos produtos transportados, ou pagamos todos, mesmo que não consumamos os referidos produtos. O custo do engarrafamento é altíssimo. Segundo as pesquisas, os cidadãos de São Paulo perdem em média 109 minutos por dia para se deslocar. E isso significa, em termos de horas de trabalho perdidas, entre R$ 27 bilhões e R$ 30 bilhões por ano, segundo cálculos dos professores Marcos Cintra e Adriano Murgel Branco. As informações na área são sempre alarmantes. Segundo a Associação Nacional de Transporte Público, o sistema viário, somado ao espaço para estacionamentos e garagens, já ocupa mais de 50% da área da cidade - o veículo torna-se mais importante que o ser humano. Se a capital paulista continuar recebendo cerca de mil novos veículos por dia, o que acontecerá? A partir da pergunta acima, percebe-se que o debate central, que não entra na agenda, é o da viabilidade ou não do transporte individual nos termos atuais. Há décadas, gestores públicos propõem a abertura de novas pistas, a multiplicação das vias por meio de novas faixas de trânsito, viadutos dentre outros como se o problema do trânsito pudesse ser resolvido pela ampliação da oferta de meios e não pela redução da demanda. A redução da demanda não só de novas vias, mas também das diversas formas de consumo e serviços individualizados é o fio da meada capaz de trazer para o debate novas políticas que tratem das questões do clima e da sustentabilidade dos padrões de produção e consumo globais. |
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